terça-feira, 24 de junho de 2014

Copa do Mundo 2014
Mundo Verde

      Japão

A filosofia do paisagismo oriental 


As palavras que, na língua japonesa, costumam ser mais usadas para denominar “jardim” são niwa e sono, ambas registradas pela primeira vez em literatura na primeira compilação poética japonesa, do início do século VIII, chamada Man’yôshû.
A jardinagem, como uma arte propriamente dita, foi introduzida ao Japão pela China e Coréia, nas Eras Asuka (552~710) e Nara (710~794), períodos marcados pela grande importação de conceitos religiosos e culturais. 
Quando entramos em um jardim japonês, o efeito desejado é o de realizar uma sensação de paz, tranquilidade, harmonia e a experimentar a sensação de ser uma parte da natureza.
No paisagismo, o trabalho com água e pedras é básico, essencial. Isso vem da filosofia oriental que indica estes elementos como ligados à purificação, limpeza. O barulho da água traz a sensação de relaxamento. “A água é tida como o elemento da vida”.
O uso de bambus também tem um sentido religioso. Está relacionado à persistência, pois o bambu diante do vento se enverga, mas não se dobra. “Tem a ver com a firmeza e com a flexibilidade que o ser humano precisa para viver em equilíbrio”.
Os lagos reforçam a importância da água e também a presença das carpas, peixes que convidam à meditação diante da observação de seus movimentos. As carpas japonesas são as mais indicadas por terem a cabeça chata e poderem ser observadas de cima. “Os movimentos induzem a um estado de relaxamento, introspecção. 









Kinkaku-ji, ou Pavilhão Dourado, foi modelado de acordo com uma impressionante construção de dois andares que fez parte dos jardins do paraíso mais antigos do Japão, a Saiho-ji.

As pontes nos jardins e lagos japoneses têm um significado muito forte. Elas estão relacionadas ao sentido de passagem, assim como os pórticos, como se fosse um momento de mudança, de entrar em um local sagrado.
Fonte: Bouquet e Cravos e conchavos

Nenhum comentário: