domingo, 21 de setembro de 2014

21 DE SETEMBRO - DIA DA ÁRVORE

O trabalho realizado pela paisagista Fátima Terra em sua pós-graduação [Senac-2007] é dedicado à árvore. Compartilhamos com você a introdução [na íntegra], em homenagem a esta data que reforça a importância da conscientização pela preservação do meio ambiente.



A árvore que com suas raízes fortes e vigorosas fincam sua força na terra virgem.

Árvore que embeleza com suas flores multicoloridas.

Árvore que frutifica e ao toque do precioso fruto envolvente, 
aveludado em forma única criado pela natureza, alimenta homens e animais e, ao senti-lo saboroso pela acidez ou adocicado como mel, instiga todos os sentidos pelo paladar exótico ou simplesmente pelo gosto que remete a recordações do passado, de um momento especial ou pela percepção da Divindade existente no precioso ser da natureza.

Árvore que acolhe com sua sombra refrescante,

Árvore que transforma o ar que respiramos em leveza e remédio para nossos pulmões.
Árvore soberana em sua imponência, que vislumbra nossa visão pela forma,
enchendo de alegria nossos olhos e ouvidos pelo gorjear dos pássaros saltitantes e felizes acolhidos pelos galhos e folhas verdejantes.

A percepção da árvore a partir da sua utilidade com todos os seus elementos fundamentais, nos revela a importância deste ser nobre e exuberante da natureza.
A cada sentimento através dos sentidos, é elaborada uma nova forma de ver, sentir a vida como um elemento essencial para perpetuar a existência da árvore.
O meio ambiente a cada dia se transforma em degradação pela inabilidade do ser humano em preservar essa essência. A atmosfera em degradação não permite que a sucessão florestal se processe naturalmente. O homem, em sua ganância de adquirir cada vez mais espaços e bens, degrada a árvore sem o menor sentimento em relação à natureza, acarretando assim, uma forma de vida insustentável ao planeta e a todos os seres vivos, inclusive o próprio homem.
A partir deste sentimento surge a proposta da elaboração deste trabalho, com a visão, não só em relação à árvore, mas da própria sobrevivência. Com os pequenos detalhes que surgem à nossa volta, a sensibilidade de ver nos remete ao reconhecimento de uma nova proposta vital: dar mais importância à essência da própria vida, para termos a continuidade da sobrevivência do planeta Terra.
O campo de análise se dá na cidade de São Paulo, aonde o “vai e vem” das pessoas muitas vezes, não permite que elas se deparem com a imponência do ser vivo à sua frente. A árvore, ser de tamanha importância que as pessoas ao passar ao seu lado, não notam que é ela, através da fotossíntese exala o tão precioso ar para a existência  dos seres vivos.
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O foco de análise é a região sul, abrangendo a área que vai da Avenida Republica do Líbano ao lado do  Parque Ibirapuera, seguindo pela a Alameda Jauaperi, e Rua Gaivota. O motivo da escolha desta área foi pela minha convivência, desde 1975, observando a sua transformação até hoje. O bairro era estritamente residencial, bem arborizado e, ao longo do tempo, essa paisagem foi sendo alterada, mudando a sua configuração paisagística. Hoje, encontramos muitos estabelecimentos comerciais verticalizados, o  tráfico de veículos intensificado e, consequentemente, a vegetação arbórea em muitos espaços foi degradada.  

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