21 DE SETEMBRO - DIA DA ÁRVORE
O trabalho realizado pela paisagista Fátima Terra em sua pós-graduação [Senac-2007] é dedicado à árvore. Compartilhamos com você a introdução [na íntegra], em homenagem a esta data que reforça a importância da conscientização pela preservação do meio ambiente.
A árvore que com suas raízes fortes e vigorosas fincam sua
força na terra virgem.
Árvore que embeleza com suas flores multicoloridas.
Árvore que frutifica e ao toque do precioso fruto
envolvente,
aveludado em forma única criado pela natureza, alimenta homens e
animais e, ao senti-lo saboroso pela acidez ou adocicado como mel, instiga
todos os sentidos pelo paladar exótico ou simplesmente pelo gosto que remete a
recordações do passado, de um momento especial ou pela percepção da Divindade
existente no precioso ser da natureza.
Árvore que acolhe com sua sombra refrescante,
Árvore que transforma o ar que respiramos em leveza e
remédio para nossos pulmões.
Árvore soberana em sua imponência, que vislumbra nossa visão
pela forma,
enchendo de alegria nossos olhos e ouvidos pelo gorjear dos
pássaros saltitantes e felizes acolhidos pelos galhos e folhas verdejantes.
A percepção da árvore a partir da sua utilidade com todos os
seus elementos fundamentais, nos revela a importância deste ser nobre e
exuberante da natureza.
A cada sentimento através dos sentidos, é elaborada uma nova
forma de ver, sentir a vida como um elemento essencial para perpetuar a existência
da árvore.
O meio ambiente a cada dia se transforma em degradação pela
inabilidade do ser humano em preservar essa essência. A atmosfera em degradação
não permite que a sucessão florestal se processe naturalmente. O homem, em sua
ganância de adquirir cada vez mais espaços e bens, degrada a árvore sem o menor
sentimento em relação à natureza, acarretando assim, uma forma de vida
insustentável ao planeta e a todos os seres vivos, inclusive o próprio homem.
A partir deste sentimento surge a proposta da elaboração
deste trabalho, com a visão, não só em relação à árvore, mas da própria
sobrevivência. Com os pequenos detalhes que surgem à nossa volta, a
sensibilidade de ver nos remete ao reconhecimento de uma nova proposta vital:
dar mais importância à essência da própria vida, para termos a continuidade da
sobrevivência do planeta Terra.
O campo de análise se dá na cidade de São Paulo, aonde o
“vai e vem” das pessoas muitas vezes, não permite que elas se deparem com a
imponência do ser vivo à sua frente. A árvore, ser de tamanha importância que
as pessoas ao passar ao seu lado, não notam que é ela, através da fotossíntese
exala o tão precioso ar para a existência
dos seres vivos.
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O foco de análise é a região sul, abrangendo a área que vai
da Avenida Republica do Líbano ao lado do
Parque Ibirapuera, seguindo pela a Alameda Jauaperi, e Rua Gaivota. O
motivo da escolha desta área foi pela minha convivência, desde 1975, observando a
sua transformação até hoje. O bairro era estritamente residencial, bem
arborizado e, ao longo do tempo, essa paisagem foi sendo alterada, mudando a sua
configuração paisagística. Hoje, encontramos muitos estabelecimentos comerciais
verticalizados, o tráfico de veículos
intensificado e, consequentemente, a vegetação arbórea em muitos espaços foi
degradada.

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